Após maioria das bases rejeitarem proposta, Caixa reabre negociação

Publicado em: 14/09/2026
Após maioria das bases rejeitarem proposta, Caixa reabre negociação

A maioria das bases de empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal rejeitou, na sexta-feira (11), a proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico. Com a decisão das assembleias, a greve da categoria continua.

Em Petrópolis a assembleia teve uma significativa participação de 85%, onde a maioria (68,24%) votou pela aprovação da continuidade da greve. 29,41% votaram pela aprovação da nova proposta para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa e 2,35% se abstiveram. A greve teve início na quinta-feira (10) e segue por tempo indeterminado.

No sábado (12) a Contraf-CUT encaminhou um ofício à Caixa. O pedido da Confederação era para que o banco retomasse as negociações, mantivesse a ultratividade dos instrumentos coletivos e garantisse a continuidade dos direitos enquanto as tratativas estivessem em andamento.

Neste domingo (13), a Caixa respondeu ao ofício, reconhecendo a importância da negociação coletiva e afirmando que a manutenção de canais permanentes de diálogo com as entidades representativas é fundamental para a construção de soluções nas relações de trabalho.

Com a reabertura das negociações, a Caixa também comunicou a suspensão das medidas administrativas que haviam sido anunciadas anteriormente. Segundo o banco, a suspensão vale enquanto permanecerem em curso as tratativas com as entidades representativas.

A empresa informou ainda que adotará as providências necessárias junto às Confederações para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.

“A reabertura da mesa é um passo importante, porque garante que possamos voltar a negociar os direitos dos empregados da Caixa, enquanto ficam garantidos os direitos, com a ultratividade. Essa retomada também é resultado da forte mobilização dos empregados, que demonstraram, com a greve, sua disposição de lutar pela manutenção de seus direitos e pressionaram a Caixa a retomar o diálogo. A Contraf-CUT sempre defendeu a negociação coletiva como caminho para construir um acordo que preserve conquistas e avance nas condições de trabalho”, afirma Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa.

A reunião ainda não tem data marcada. A Contraf-CUT espera que seja agendada já nesta segunda-feira.