Chuvas na Zona da Mata mobilizam Comitê de Crise do Banco do Brasil
A grave situação provocada pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira levou o Sindicato dos Bancários de BH e Região a acionar a Superintendência de Minas Gerais do Banco do Brasil (Super-MG) para apurar as providências adotadas pela instituição diante do cenário de calamidade.
Em resposta, o banco informou que o Comitê de Gestão de Crise foi prontamente acionado e que todas as agências da região tiveram suas condições avaliadas ainda nas primeiras horas, com monitoramento permanente das equipes. Segundo a Super-MG, três agências foram fechadas, com evacuação preventiva dos prédios e acionamento de avaliação técnica das instalações. O banco também acompanha a necessidade de adoção de Trabalho Remoto Institucional (TRI) para empregados com deslocamentos prejudicados. Em Juiz de Fora, os empregados foram dispensados assim que as chuvas se intensificaram, priorizando o retorno seguro para casa.
A ativação do comitê tem significado especial por ser resultado de uma reivindicação do movimento sindical após as recentes calamidade registradas no país, como a que assolou Petrópolis em 2022, resultando em 242 mortes e dois desaparecidos e a do Rio Grande do Sul em 2024, com 184 mortes e 25 desaparecidos. Além das vítimas fatais, milhares de pessoas ficaram desabrigadas. A criação de um protocolo específico para situações de desastres naturais passou a integrar a Convenção Coletiva dos Bancários 2024/2026, com o objetivo de agilizar decisões e garantir respostas rápidas em contextos de emergência.
O SindBancários Petrópolis enviou ajuda financeira para os Sindicatos de Bancários de Juiz de Fora e Cataguases.